A exposição “Na pol doma (1/2 Hometown)” do fotógrafo Simon Chang foi uma das mostras mais tocantes da temporada na galeria do Kinodvor, explorando com sensibilidade o tema do lar, da identidade e da pertença. As fotografias — capturadas por Chang durante várias visitas ao seu país de origem, Taiwan — revelam um olhar íntimo e por vezes melancólico sobre um território que já não é simplesmente um lugar de memória, mas um sentimento difuso de “quase casa”. O artista, que vive na Europa há mais de duas décadas, descreve este espaço nostálgico como “meio lar” — um lugar que ainda pulsa nas imagens, apesar de estar parcialmente distante da sua experiência quotidiana.
Ao percorrer as salas da galeria, o público foi convidado a confrontar essa ambiguidade entre memória e realidade, onde os retratos e paisagens funcionam tanto como documento quanto como projeção emocional. A exposição foi inaugurada com uma projecção do filme Zgodba iz Tajpeja, contextualizando ainda mais o trabalho de Chang dentro das narrativas de migração e pertença que muitos visitantes reconhecem hoje em dia. “Na pol doma” destacou-se não apenas pela beleza estética, mas também pela profundidade dos temas que aborda — fazendo com que cada fotografia se transforme num espelho onde cada espectador pode encontrar ecos da sua própria ideia de casa.